Oiapoque avança nos serviços de acesso à água, mas segue em alerta com esgotamento sanitário e resíduos sólidos

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Apesar de elevar a cobertura de água potável de 6,9% para 37,4% entre 2020 e 2024, Oiapoque (AP) enfrenta graves gargalos de saneamento: apenas 1% da população conta com coleta de esgoto, o que impulsionou o aumento de internações por doenças de veiculação hídrica. Somado a isso, o município busca soluções para o lixão local em meio a desafios socioambientais e de área disponível.

Oiapoque avança nos serviços de acesso à água, mas segue em alerta com esgotamento sanitário e resíduos sólidos

O município de Oiapoque (AP), experimenta um momento de transformação que afeta diretamente o cotidiano de seus moradores. Se por um lado, vislumbram um avanço na distribuição de água tratada, por outro, ainda sofrem com a ausência de coleta de esgoto e gestão inadequada de resíduos sólidos.

Entre 2020 e 2024, os investimentos em infraestrutura elevaram de 1.922 para 11.396 o número de habitantes com acesso à água tratada, ampliando a cobertura de 6,9% para 37,4% da população. Outro destaque foi a redução de desperdício na rede, já que o índice de perdas na distribuição caiu de 61,9% para 45,8%. Apesar do avanço, a dependência de fontes alternativas no estado ainda é significativa: 37,1% dos domicílios continuam a utilizar poços como a principal forma de abastecimento de água.  

No esgotamento sanitário, o cenário é crítico: apenas 1% da população conta com coleta de esgoto, visto que o município não dispõe de uma rede estruturada. As consequências da precariedade são sentidas na saúde pública: as internações por doenças de veiculação hídrica cresceram de 97 casos em 2020 para 160 em 2024, enquanto as despesas associadas com essas internações saltaram de R$ 30.399,35 para R$ 46.675,36 no mesmo período.

Além disso, o lixão de Oiapoque é um problema ambiental que persiste há anos. Para enfrentar esse problema, foi firmado um Termo de Cooperação entre o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), o Governo do Estado (GEA) e o Ministério Público Estadual (MP-AP), que prevê a implantação de um aterro sanitário fora do perímetro urbano, garantindo condições adequadas para o descarte de resíduos sólidos. Contudo, o problema de área disponível é eminente.

Diante desse quadro, os avanços recentes nos serviços de abastecimento de água evidenciam que mudanças positivas são possíveis, mas os desafios ainda exigem investimentos contínuos e estratégicos para que Oiapoque alcance condições dignas de saneamento básico e qualidade de vida para sua população.

Fontes dos dados: Instituto Trata Brasil (ITB)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP)

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