Pesquisadores da equipe de Arranjos Produtivos Locais (APL) do projeto PETROFOZ realizaram, nos dias 29 e 30 de abril de 2026, uma série de atividades técnicas no município de Oiapoque e na comunidade de Vila Velha do Cassiporé, voltadas ao acompanhamento da cadeia produtiva do cacau e do cupuaçu no extremo norte do Amapá.
As atividades incluíram visitas de campo às áreas de cultivo, estruturas de fermentação e secagem de amêndoas de cacau, desembarque da produção transportada pelo rio Cassiporé e acompanhamento das etapas de beneficiamento agroindustrial realizadas na região.
Na comunidade de Vila Velha do Cassiporé, os pesquisadores acompanharam o desembarque de amêndoas de cacau oriundas das áreas produtivas locais, além do processo tradicional de secagem utilizado pelos produtores da comunidade. A equipe também observou estruturas destinadas à fermentação e secagem das amêndoas, fundamentais para a qualidade final do produto e para o fortalecimento da cadeia do cacau regional.
Durante o deslocamento pelo rio Cassiporé, os pesquisadores puderam registrar aspectos da logística fluvial utilizada no transporte da produção agrícola, elemento essencial para a dinâmica econômica das comunidades rurais e ribeirinhas da região.
No município de Oiapoque, a equipe técnica realizou visita à fábrica de chocolates Cacau Cassiporé, onde acompanhou etapas do processamento artesanal e agroindustrial do cacau produzido no extremo norte do estado. A visita permitiu compreender como a agregação de valor à produção local tem contribuído para geração de renda, fortalecimento da bioeconomia amazônica e valorização dos produtos regionais.
Os pesquisadores também visitaram a agroindústria BioAmazon, onde foram observadas atividades relacionadas ao processamento de polpas de frutas amazônicas, especialmente o cupuaçu, incluindo etapas de beneficiamento, armazenamento e produção.
As ações fazem parte das atividades de diagnóstico territorial e produtivo desenvolvidas pelo PETROFOZ, buscando compreender o potencial das cadeias da sociobiodiversidade amazônica como alternativas sustentáveis de desenvolvimento regional no Amapá.
